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¤ Domingo, Janeiro 28, 2007 ..::..::..:: não diga nada ::..::..::..
E se isso é um sonho, o mundo inteiro está dentro dele. Não desviei das angustias nem das poças deixadas pela chuva. Cortava-as com o carro e olhava o reflexo tremido como um tencionar de lábios que precede o choro. Mas não chorei, ao invés disso, ascendi um cigarro e liguei a lua. Andava sumida percebeu? A música me fazia relaxar e segurar o desejo contido de gritar. A meta era se limitar. O cigarro é apenas um pólo de desprezo por onde sopro um pouco de minha ira.
¤ Domingo, Janeiro 21, 2007 .:..:: Les Cafés Térribles ::..:.Preparados para uma festa super animada, moderna e, principalmente, extremamente sexy? Se a resposta foi sim... Então cola lá no Café Paris, quarta-feira, às 20:00Hrs (Fica na mesma rua da Casa da Ribeira). Vai rolar o show do EletroBilhar [Electro-Rock]. A entrada custa R$10,00, que será revertida em consumação na casa. Vale salientar que a entrada é apenas para maiores de 18 anos. E para os desavisado, o Café Paris é uma das casas de strip tease mais antigas de Natal. Então é isso, quarta é dia de muito rock e electro com o EletroBilhar, biritex na caixola, diversão e como é de costume na casa: vários show de strippers durante a noite. Divirtam-se Ah! E o pudor... é melhor deixar em casa. .:: Release da banda .:: Eletro Bilhar ¤ Por CAIUS FREITAS em 6:33 PM Comentários (clic aqui!):
¤ Sexta-feira, Janeiro 12, 2007 Eu até tento ser bonzinhoO dia estava ótimo. Tinha feito prova de português, matemática, redação e lógica. As provas faziam parte de uma seleção para um emprego. Estavam tão fáceis que fiquei revoltado, achando que eles estavam menosprezando minha inteligência. Deixei currículo em algumas lojas que adoro e fui super bem recebido em todas (Sim! Mesmo formado estou deixando currículos em lojas, mas isso tudo faz parte de um plano para dominar o mundo. Os meus neurônios : Pink e o Cérebro, não desistem nunca. Nem adianta perguntar como vou conseguir, pois não revelo nem sob tortura.). Pego o busão, sento na cadeira da janela, do lado da sombra, estou pensando na vida no que uma senhora me chama... - Me diga uma coisa. Esse ônibus passa em Morro Branco? - Não, senhora, ele vai pra Lagoa Nova. - Ai! Peguei o ônibus errado. - Mas olha só... Se a senhora descer na próxima parada, é só atravessar a passarela que qualquer ônibus passa por Morro Branco. - Sei... Vou descer não. Tenho preguiça de atravessar a passarela com essas sacolas. Não! Para tudo. Mentira. Eu não ouvi isso. Cadê a havaiana de pau que coloquei dentro da minha bolsa pra mim tacar nessa véia. Que mulher preguiçosa. Se ela tivesse com várias sacolas pesadíssimas, mas ela estava apenas com duas sacolas com alguns produtos do supermercado. Fiquei logo revoltado e pensei: janela, não te ouço mais. Passaram-se alguns instantes e eu já havia esquecido daquele ser preguiçoso, meio banguela e de voz irritante que estava sentada no banco oposto ao meu. Já estava até voltando ao meu bom humor. No que ouço a balsaca falando de novo... - Quando eu descer na rodoviária eu posso pegar o 63 voltando? - Não. Tem que atravessar a rua. - Ai. Vou atravessar não. Vou deixar esse ônibus arrudiar daí eu já desço do outro lado. - Não dá. Ele tá indo pro terminal lá na Zona Norte. Eu estava tão distraído, meu bom humor já tinha até voltado que eu estava falando com ela meio que sem pensar. Quando percebi que estava novamente conversando com aquele ser, fiquei com ódio duplo. Primeiro porquê ela estava com preguiça agora de atravessar uma rua, tudo bem que a passarela pudesse ser que tivesse medo de altura, mas uma rua, uma rua. Fiquei com mais ódio ainda porquê falei tão sem pensar, que antes tivesse dito "É senhora, deixe ele dar a volta." e fizesse ela ir parar lá na Redinha. Não, mas agora eu tinha que fazer alguma coisa. Já coloquei o Pink e o Cérebro para funcionar e eis que eles me dão uma idéia terrorista... - Ah! Sabe o que a senhora pode fazer?! Pega o 63 na própria rodoviária que depois que ele der a volta em Felipe Camarão ele vai pra Morro Branco. - Ai é né? Vou fazer isso. Brigada. - De nada. Depois que fiz isso fiquei tão mais calmo. Vale salientar que o 63 não dá a volta. Ele vai pro terminal que fica numa favela lá em Felipe Camarão. Eu espero que ela tenha sido seqüestrada lá. Se bem que não, coitado dos marginais. Nem eles merecem aquela gorda de água oxigenada vencida. Arry! Se num quer andar que pegue um táxi. Aposto que quando ela estava em casa e disse que precisava ir ao mercado todos os filhos e o marido inventaram alguma desculpa para não ter que dar carona pra ela. Consigo até ver a cena todos desesperados correndo pra sair de casa o mais rápido possível para não ter que atura-la. Por isso que eu digo: Até tento ser uma pessoa legal, mas tem horas que definitivamente não dá. ¤ Por CAIUS FREITAS em 6:51 PM Comentários (clic aqui!):
¤ Segunda-feira, Janeiro 08, 2007
¤ Quinta-feira, Janeiro 04, 2007 .:: Primeiro Post do Ano ::.Como o primeiro post do ano é sempre um poema e esse é o ano da mudança. Postarei para vocês um poema que tem tudo a ver com mudança. E muito mais. Ele tem muito a ver com minha personalidade impulsiva, trangressora e cheia de nuances. Esse é o poema que mais gosto, que mais recito e o que melhor me define. Cântico Negro Vem por aqui... Dizem-me alguns com os olhos doces, estendendo-me os braços E seguros que seria bom que os ouvissem quando me dizem: Vem por aqui. Eu olho-os com olhos laços. Há nos meus olhos ironias e cansasso E cruzo os braços e nunca vou por aí. A minha glória é essa: Criar humanidade, não acompanhar ninguém, pois eu vivo comum E mesmo sem vontades, como rasguei o ventre da minha mãe. Não vou por aí. Só por onde me levam os meus próprios passos. Se o que busco saber nenhum de vós me respondes, Por que me repetis: vem por aqui. Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Redemoinhar os ventos, Como farrapos arrastar os meus pés sangrentos A ir por aí. Se vim ao mundo foi para desflorar as florestas virgens E desenhar os meus próprios pés nas areias inexploradas E o mais que faço não vale nada. Como pois sereis vós Que me darás ferramentas e machados Para derrubar os meus obstáculos? Corre nas vossas veias o sangue velho dos avós E vós amais o que é fácil. Eu amo o longe, o inexistente, amo as miragens, as torrentes, os abismos e os desertos. Ides. Tendes caminhos, tendes estradas, tendes canteiros, tendes jardins, tendes teto E tendes regras, tratados, filósofos e sábios. Eu tenho a minha loucura que a levanto como um facho a arder na noite escura E sinto espuma, sangue e cânticos nos lábios. Deus e o Diabo são quem me guiam E mais ninguém. Todos tiveram pai. Todos tiveram mãe. Mas eu que nunca principio e nem acabo Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo. Há que ninguém me dê piedosas intenções, Que ninguém me peça definições E que ninguém me diga vem por aqui. A minha vida é um vendaval que se soltou. É uma onda que se levantou. É um átomo a mais que se animou. Eu não sei para onde vou. Eu não sei por onde vou. Eu só sei que não vou por aí. By José Regis
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