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¤ Sábado, Setembro 24, 2005 .:..:: Private Edition 3: Hoje ::..:.
¤ Quarta-feira, Setembro 21, 2005 .:..:: Banda que curto: LUDOV ::..:.Há algum tempo atrás, você deve se lembrar, havia o "roqueiro". Ele nem precisava ouvir apenas rock, realmente, mas era o cara que sabia o nome dos três guitarristas que tocaram com Keith Richards nos Rolling Stones, que tinha centenas de discos em casa (nunca emprestava para ninguém), era um bicho meio caladão, não se misturava muito nem com a turma do fundão nem com os CDFs da classe e, especialmente, estava sempre disposto a descobrir as "novidades" da música. Bandas novas, discos novos, qualquer coisa nova. Nos anos 80, esse elemento passou a ser chamado de "alternativo" ou "indie" ou algo assim. Depois, quando as rádios passaram a tocar quase que somente exclusivamente Red Hot Chili Peppers, quando as revistas de música acabaram e os cadernos culturais foram falar mais de mercado do que de música, nosso amigo ficou restrito aos guetos underground. De qualquer forma, tanto faz, porque você não precisa ser um "roqueiro", um "alternativo" ou um indie kid para ouvir, entender e gostar do que o Ludov faz. Este é o espírito. O Ludov já trilhou todo o circuito indie quando se chamava Maybees e chegou tão alto quanto uma banda "indie", com suas letras em inglês, olhar tristonho e gola-olímpica, pode chegar: Dois discos independentes gravados no capricho, elogios de artistas do mainstream, da grande imprensa, público fiel, agenda de shows constante. Dali, era ou mudar para Londres para lavar pratos e viver mandando notícias de suas "turnês internacionais" por bibocas de Leeds ou trilhar mais uma vez o mesmo circuito, falar para as mesmas pessoas e ouvir os mesmos elogios. O quinteto paulista fez o que de mais corajoso e certo poderia fazer: Fechou para balanço, ergueu a pernoca e subiu o próximo degrau. Foram dois anos compondo lentamente um novo repertório, burilando letras, arranjos, estudando timbres, criando músicas, descartando outras. A formação manteve-se praticamente a mesma: Vanessa Krongold (voz e violão), Mauro Motoki (guitarra, teclados e voz), Eduardo Filomeno (baixo), Habacuque Lima (guitarra e voz) e Vlad Rocha (este o novo integrante, na bateria). Os shows foram poucos e estratégicos, para testar as novas canções frente a velhos e novos fãs - para um grupo que desde 1995 passeia pelo Brasil todo mostrando sua música, a ausência deve ter sido complicada. Neste meio-tempo, Mauro Motoki compôs com o Ira! (o single "Milhas e Milhas"), Vanessa cantou com o Ira! e Pato Fu. Todo mundo travava contato com a nova cena de pop nacional (Bidê ou Balde, Frank Jorge, Los Hermanos) e pegava gosto por fazer-se entender em português. Depois de tudo, com Dois a Rodar, o EP que o Ludov acaba de tirar do forno, a ausência foi plenamente justificada. A bem da verdade, a essência do som da banda ainda é a mesma - pop redondo reconhecível há quilômetros, com arestas cortantes delicadamente concebidas -, o que não explica muito, porque esta é a essência do bom pop de guitarras desde os Beatles até o Kid Abelha. O Ludov faz canções, com esmero e domínio da linguagem, com melodias assobiáveis como profissão de fé, mas com vocação jovem, urbana, por DNA. No fundo, o que separa o bom do mau pop é a convicção com que você veste a camisa - quem o faz pela fórmula, como uma concessão, está fadado ao fracasso. O Ludov passa longe disso: Dois a Rodar é uma sessão de pouco mais de 20 minutos mostrando que o pop inteligente, como desafio, no Brasil, não ficou restrito aos melhores momentos dos anos 80. O disquinho é variado no conteúdo, mas transpira personalidade própria - o paradoxo é explicado por uma banda ao mesmo tempo estreante e veterana. "Dois a Rodar" é romantismo barroco, quase um tango guitarreiro, com versos cheios de volutas e levemente oníricos; "Da Primeira Vez" parece Antonio Marcos reencarnado no ano 2003, grudenta e evidentemente ótima para ouvir no meio de uma platéia; "Aconteceu" vem na seqüência conduzida pelo piano, mas com muitas guitarras e um clima de esperança escondido sob versos como "e num palco vazio, você me deixou/ a luz se apagou". O clima muda com "Trânsito", pepita pop com letra de amor delirante (platônico, claro, como só a voz de uma garota pode legitimar); "Princesa" é a mais radiofônica ("pra tocar em que rádio?" o cínico de plantão vai perguntar), uma balada conduzida ao violão que mistura cenas do cotidiano com uma meta-linguagem levemente surrealista ("como seria melhor se não houvesse refrão nenhum/ mas há"); "Melancolia" fecha o disco usando elementos lounge para suavizar seu clima de insônia e mau-amor a que o título se refere. A idéia do quinteto é usar Dois a Rodar para voltar aos palcos, enquanto negocia com selos e gravadoras interessadas, com rádios, com a imprensa. As FMs jovens estão cheias de músculos, tatuagens, dreads e bermudões street-wear, mas vazias de canções que falem sobre um dia na vida de seu ouvinte (ou de seu leitor, ou de seu público-alvo). Ou seja, vazias do bom pop. "Vamos falar a mesma língua para o nosso bem", verso de "Da Primeira Vez", já diz tudo. O Ludov tem o que dizer desde os tempos de underground. Agora resolveu abrir as portas para o grande público. A festa começa. By Ricardo Alexandre (junho 2003) * Ricardo Alexandre é jornalista, autor do livro 'Dias de Luta - O Rock e O Brasil dos Anos 80'. ¤ Por CAIUS FREITAS em 1:37 AM Comentários (clic aqui!):
¤ Sábado, Setembro 17, 2005 ..:: Vida de galo ::..Galeno, 16 anos, nascido e criado em galinhos, interior do RN, tinha alguns problemas: Era feio, baixinho, meio corcunda, narigudo e uma barriguinha saliente faziam parte de seu desarranjo físico. Tal figura levará fora de todas as meninas da cidade e como estava numa idade em que os hormônios não perdoam, se matava na mão: 1 vez por dia, 7 dias por semana, 5 semanas por mês. Esta situação de seca agregada com seu desempenho munhecal solitário já estavam lhe deixando maluco. A idéia: Filho de dono de galinheiro e exímio corredor, Galeno acreditou que sua solução seria a de se jogar em meio as galinhas sempre que batesse aquela vontade. Aí já viu né? Todos os dias ele saía em busca de uma penosa mais saliente para satisfazer seus desejos. Até que um dia ele encontrou Carijó: Coxas grossas, bico fino e de cacarejar agudo. Era a galinhas dos seus sonhos. Uma galinha para toda vida. Até uma corrente ele colocou na perna dela, como uma aliança, pois outra igual ele fechou em seu braço. Mas Carijó cresceu e quis brincar por outros galinheiros. Galeno não aceitou e num ato de loucura torceu o pescoço da amada. Anos depois desse episódio nem um simples có có ri có ele consegue ouvir. Virou padre ou num olhar mais profundo uma espécie de galo que canta pelo menos duas vezes por dia com a ajuda do repicar do sino. ¤ Por CAIUS FREITAS em 3:36 PM Comentários (clic aqui!):
¤ Segunda-feira, Setembro 12, 2005 °ºo Full Control III oº°
¤ Por CAIUS FREITAS em 10:44 PM Comentários (clic aqui!):
¤ Segunda-feira, Setembro 05, 2005 ..:: Final de semana trash ::..Mas a resenha da noite foi ficar na estrada fazendo o uso insano do polegar. Os planos eram mais ou menos assim: A - Se a gente fosse com a cara do motorista que parasse o carro entravámos, B - se não inventaríamos uma estória que iríamos para um lugar totalmente diferente do dele. Mas nem precisamos usar o plano B. No domingo, pra fechar de cadeado o fim de semana trash, que tal um pagode? Melhor que isso só tomando uma de cana misturada com vodka, dançar axé e se jogar na batida do funk. Pois é, rolou até funk. Huhuhuhuhuhu!!! Mas nessas horas que a gente não sente nosso corpinho ficamos felizes com qualquer batida. Milena que o diga! Pra melhorar a situação ainda peguei uma van errada, desci uns quatro bairros antes do meu e como estava tarde, assim como no sábado, estava novamente sem ônibus. Carona? Que nada! Esse negócio de ser repetitivo está fora de cogitação. Acabei indo pra casa de um amigo, esperar minha mãe sair da balada dela (Viu como eu tenho a quem puxar?) e ir me buscar. Underground sim. Feliz kisó! Sexta é Recife que me aguarde! ¤ Por CAIUS FREITAS em 6:12 PM Comentários (clic aqui!):
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