¤ Sobre Caius
Ele mora no planeta Terra. Ops! Quer dizer... Na verdade ele passa a maior parte do tempo no mundo da lua. Mas fazer o que? Libriano é assim mesmo. Com 20 anos é estudante desleixado de informática e apaixonado por teatro. Vícios?! Vários, mas o principal é pela música eletrônica.

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¤ Domingo, Novembro 30, 2003

.:: Tum tin tum tin tum tin ::.

Bah! Que fim de semana mais louco. Pennnnnnseeee. Sexta tinha a technera do Nestor que eu tava super afim de ir, mas ninguém queria ir e eu tava sem carro. Sei que de ultima hora arranjei o carro e convenci Carina a ir tb. Liguei pra Dayana e ela disse que ia. Ae blz, já não ia sozinho.

Deixei Dayana no techno e fui com Carina numa festa de aniversário que estavam Dio, Hugo e Helio pra sacar ko eh, pois eu não tava a fim de ficar lá. Chegando lá os meninos já tinham entrada pra festa e nós queríamos ligar pra ele, mas estávamos sem telefone. Então, o que fazer? Isso é uma missão para a PowerPuffCarina. Que foi tentar rumar um cel emprestado com uns carinhas lá e acabou se descolando com um deles. Então, enquanto Badaue fazia a linha de difícil, gente ia gastando o celular do cara e filando o barcadi limon dele... huhuhuhuhuhuhu.

Como Carina, que num é besta nem nada, tinha descolado com o carinha mais gato da festa, depois de mim claro (pouco convencido.. hehehe), resolveu ficar na festa e eu voltei pra technera lah no centro. Já tava viajando por causa da birita.

Fiquei lá uma meia hora e Dayana me chamou pra ir lá no Blackout sacar ko eh. Fomos no maior pé dentro no carro. Putz! Alta velocidade. Eu só podia ter tomado uns goros a mais pra fazer aquilo... huhuhuhuhu... Chegando lá ficamos na frente de boite ligando pra meio mundo. Tentando arrumar cortesia pra entrar. Nisso Raquel já tinha me dado 3 senhas pra festa do Nestor, assim qd eu fosse voltar não teria pró em entrar de novo.

Acabamos encontrando o Breno Bx lá na frente e ficamos batendo mo papo. Daí o Paulo chegou e arrumou senha pra gente entrar. Entramos e encontramos meio mundo lá. Mas ficamos só meia horinha mesmo, só pra sacar, pois o que queríamos lá não tinha. Que é e-music.

Chamamos o Fuste e o Breno para a festa do Nestor e eles foram. 4 da manhã Carina me liga pedindo pra mim ir buscar ela e os meninos no niver. Fui e levei todo mundo pro techno. Claro.

Quando deu umas 5 horas o Claudinho, como sempre, acabou com a festa e parou de tocar. Sei não, ele sempre faz isso. Todo mundo instigado pra dançar e ele para de tocar. Fala sério.

Aí resolvemos terminar a balada em Ponta Negra, mas antes tínhamos que passar na casa do Mark pra pegar uns Cds. Só que quando chegamos na frente da casa do Mark o André é ¿fechado¿ por um carro e sobe no canteiro. Sei não viu... Ae André, só tenho uma coisa a te dizer... ¿Tum Tin Tum Tin Tum Tin¿ uhauahuahuahuahuahauhau.

Ficamos lá esperando o ¿Guindaste¿, como diz Mark, pra pegar o carro do André e todo mundo poder ir pra ponta. Mas esse reboque demorou tanto, que desistimos e acabamos indo pra casa e a galera ficou por lá. Mas pense na onda que tiramos enquanto estávamos lá esperando. Foi zuação de mais.

Daí ontem eu em mo ressaca, entro no MSN, encontro com Quel e ela me chama pra ir pra pruma festa de niver lá em Jampa. Claro que fui né? Ia perder? Putz! Foi muito legal. A galera bem alternativa, bem diferente de Natal. A galera Clubber. Foi massa. Na festa rolava até brigadeiro com recheio de... Bem... É... Posso dizer não! Hehehehehe... Só sei que viajei total com aquele docinhos.. huhuhuhuhuhu... Foi pau. Gente foi de Bate-e-volta, chegamos em Natal as 8 da matina.

Foi isso. Próximo fim de semana é Carnatal. Oh vida cruel! Mas fazer o que? Eis a solução... Ir todo mundo pra Jampa onde vai tá rolando Dj Marky na fashion club.

¤ Por CAIUS FREITAS em 11:01 PM Comentários (clic aqui!):

¤ Sexta-feira, Novembro 28, 2003



Hoje, dia 28 de novembro, vai tá rolando a festa de despedida do Nestor que tá indo emborar morar em sampa. Com premios, cultura club e muita música eletrônica. 5 Djs. Rolará no ABECH PUB rua Gonçalves Lêdo, 222, centro. Fica próximo ao cine nordeste. Igreços ao preço de R$ 3,00. Infor pelo tel: 202-5839 (Le Zoo).
¤ Por CAIUS FREITAS em 1:23 AM Comentários (clic aqui!):

¤ Quinta-feira, Novembro 27, 2003

!i Multa i!

Terça Feira fui multado pela primeira vez, quer dizer, na verdade não sei se realmente fui multado, não! Na verdade eu sei... Bem... O fato é o seguinte... Fui fotografado por um pardal (aquelas câmeras q tem em semáforos, que mais parecem umas casinhas de pombo), se eu fui multado de véra eu só vou saber quando a multa chegar. É que assim... Eu passei no sinal verde, mas o bagulho q multa fica do outro lado da rua, ou seja, focalizando o sinal oposto, logo... Ele me fotografou pq na hora q o sinal abriu eu vinha em velocidade e não diminui e sai ultrapassando os carros que ainda estavam dando a partida e assim acabei passando por cima da faixa do sinal da mão oposta e era um sinal que estava vermelho. Mas depois fui perceber que ali é faixa contínua, ou seja, é proibida a ultrapassagem.

Agora quero saber qual das duas multas é a mais cara, se a do semáforo vermelho, ou a da ultrapassagem, só que não consigo achar meu manual nem a pau. E também fiquei pensando... Será que os pardais multam por ultrapassar em local proibido? Ou eles só multam por passar o sinal vermelho ou estacionar na faixa? Não sei! Sei não!

A única coisa que sei é que minha mãe não pode saber que multei o carro dela. Hehehe. Pelo menos por enquanto, Té pq depois ela vai saber que foi eu mesmo, então pra que levar carão antecipado? Fora que ela nunca mais vai me emprestar o carro! E como a esperança é ultima que morre, principalmente nesse caso, pois fui multado na cidade da esperança... huhuhuhuhu... Tenho esperanças de que os figuras que analisam as fotos dos sensores vão ver o carro de frente para a câmera e vão perceber que passei no sinal verde da mão oposta e não vão me multar.
¤ Por CAIUS FREITAS em 1:11 AM Comentários (clic aqui!):

¤ Quarta-feira, Novembro 26, 2003

>:O Repúdio >:O

Dia 20, Quinta Feira passada, os professores do Departamento de Artes da UFRN vieram a público manifestarem seu repúdio ao tratamento que a Fundação Cultural Capitania das Artes - FUNCARTE dirigiu ao professor e diretor teatral Marcos Bulhões.

O espetáculo Auto Do Natal que vinha sendo encenado as margens do Rio Potengi, numa tentativa não só de voltar as atenções ao berço de Natal, pois eram nas proximidades deste rio que moravam os índios Potiguaras e também foi lá que surgiram os primeiros bairros natalenses, mas de denunciar o descuido das autoridades perante a preservação do próprio.

Segue abaixo o manifesto e se achar por merecer, repasse para seus amigos.
¤ Por CAIUS FREITAS em 1:37 AM Comentários (clic aqui!):

¤ Terça-feira, Novembro 25, 2003

NOTA DE REPÚDIO

Professores do Departamento de Artes da UFRN reunidos em 20/11/2003, vêm a público manifestar o seu repúdio ao tratamento que a Fundação Cultural Capitania das Artes - FUNCARTE, presidida pelo Sr. Rinaldo Barros, dirigiu ao professor deste departamento e diretor teatral Marcos Bulhões.
É de conhecimento público que o referido professor vinha participando de negociações com a FUNCARTE para assumir a direção do Auto de Natal 2003, em continuidade ao trabalho realizado nos últimos dois anos.
O Prof. Marcos Bulhões foi afastado do projeto sem receber qualquer satisfação e sua participação na direção do evento foi sumariamente vetada sem que nenhuma justificativa fosse apresentada ao mesmo. O referido professor ficou sabendo da sua saída apenas por uma matéria veiculada na imprensa local, comunicando a contratação de um diretor de outro estado para dirigir o espetáculo.
O fato da FUNCARTE não haver firmado obrigações contratuais com Profº. Marcos Bulhões, não inviabiliza a existência de um compromisso moral baseado no respeito e na consideração pelo trabalho de um profissional que participou ativamente da realização das duas edições anteriores do Auto de Natal.
Esse tipo de tratamento praticado pela Capitania das Artes é inadmissível em relação a profissionais de qualquer área de atuação, porém nos causa ainda mais perplexidade e indignação o fato desta atitude partir de uma Fundação que deveria defender os interesses artísticos e culturais do nosso município.
Não discutimos o direito da FUNCARTE contratar quem melhor lhe convier para realizar seus empreendimentos culturais, mas não admitimos, em hipótese alguma, o descaso e a falta de respeito com nossos profissionais das Artes que, em tese, ela deveria estimular e defender.

Natal, 20/11/2003.
Professores do Departamento de Artes da UFRN
¤ Por CAIUS FREITAS em 1:08 AM Comentários (clic aqui!):

¤ Sábado, Novembro 22, 2003

.:: Eu voltei, voltei para ficar. Por que aqui, aqui é meu lugar... ::.

E aí meu povo e minha pova! Sentiram minha falta? Pois não se desesperem. Caius está de volta, como vocês já devem ter percebido tô de template novo, espero que curtam... te pq se não curtirem vai continuar assim mesmo... hehehehe

Durante essas duas semanas Away-z coisas muitas rolaram... Por ex?! Xô lembrar... Altas baladas; Um monte de Halloweens, nunca tinha ido a tantos na vida, alguns super tashs e outros super legais; Ouvi muita MPB com Maria Rita; Claro que também ouvi muita música eletrônica, over dose já, tem que ser todo dia; Faltei mooooooito na facul, dessas 2 semanas só fui 3 dias, as pessoas já estavam pensando que eu tinha desistido do semestre, mas já voltei com força total; Q mais? Mais q? Ah! Uma amiga minha colocou um piercing no clitóris, mas nem se animem que eu não vou dizer quem é; bah! Chega né, afinal quem vive de passado é museu.

Para os desavisados, todos os post abaixo são de hoje. Tem convite pra balada, poema de meu migo Helio, momentos besteirols e momentos importanterols.

Bem, é isso... Xauzisssssss
¤ Por CAIUS FREITAS em 10:26 PM Comentários (clic aqui!):

Aew... E sem perder o ritmo... Sábado, ou seja, hoje tem Technera na boite Calangos em PIPA. O som fica por conta dos Djs Gunner e Claudinho. Também rola rumores de Technera lá em Ponta Negra. Só fica em casa quem quer!
¤ Por CAIUS FREITAS em 10:25 PM Comentários (clic aqui!):

_\|/_ Dia Nacional da Maconha _\|/_



Galera, vocês lembra que a um tempo atrás postei aqui um artigo que tinha o intuito de divulgar uma passeata em pró da liberação da maconha no Brasil? Lembram também que eu disse que achava que era brincadeira de algum doido?

Pois é minha gente. Num era brincadeira não. A passeata aconteceu em plena Av. Paulista e foi maior sucesso. Como tal luta nunca seria amplamente divulgada nos meios de comunicação, seria meio difícil você assistir uma reportagem sobre o assunto no Jornal Nacional. Então, como sempre, a Mtv saiu na frente e fez maior reportagem no programa Buzina Mtv. Quem não viu... Perdeu!
¤ Por CAIUS FREITAS em 10:15 PM Comentários (clic aqui!):

oOoOoOo Corrente rumo ao Carnatal oOoOoOo


¤ Por CAIUS FREITAS em 10:14 PM Comentários (clic aqui!):

°.O Atenção Estudantes O.°

A CAPES tem artigos de praticamente todas as áreas de estudo com acesso GRATUITO e será desativado por falta de acesso.

O MEC está pensando em fechar o portal de periódicos da CAPES. De fato, o que eles dizem é que o custo é alto e pouca gente usa. Mas talvez ele seja pouco usado porque é pouco divulgado. Para os que não conhecem, o portal fornece acesso a milhares de periódicos científicos de praticamente todas as áreas de estudo (vários nacionais e internacionais de ciências humanas, ciências sociais aplicadas,etc).

Para se ter uma idéia, sem o portal você teria que pagar algo como uns 20 dólares POR ARTIGO.

Vamos divulgar o portal? São mais de 185.000 teses... O endereço do portal é: http://periodicos.capes.gov.br

Visitem!!!
¤ Por CAIUS FREITAS em 10:10 PM Comentários (clic aqui!):

"E com vocês na passarela da fama...
LADYYYYYY BUSHHHHH...."



¤ Por CAIUS FREITAS em 10:09 PM Comentários (clic aqui!):

¤ Quinta-feira, Novembro 20, 2003

Ae pessoas! Chega de Matrix! O Blog está em fase de Reformas... Daqui a 2 dias volta ao normals! Xerins...

¤ Por CAIUS FREITAS em 1:42 AM Comentários (clic aqui!):

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¤ Segunda-feira, Novembro 17, 2003

Matrix Revolutions
Por Érico Borgo - 5/11/2003



O general chinês Sun-Tzu, em A arte da guerra, escreveu que o elemento surpresa é fator decisivo para o sucesso de um ataque.

Em 1999, Matrix, dos até então desconhecidos Andy & Larry Wachowski, tinha surpresa de sobra quando entrou em cartaz e começou a colecionar elogios rasgados das críticas e público.

Quatro anos depois, as ultra-alardeadas seqüências do filme foram alvo da implacável curiosidade dos fãs. Sem a surpresa, já estrearam desfalcadas da aura de mistério do original. A superexposição colaborou também para o desapontamento geral dos espectadores, que esperavam as mesmas emoções que sentiram em 99.

Numa mistura de verborragia filosófica e kung-fu, Matrix reloaded não correspondeu às altíssimas expectativas dos fãs. Mesmo assim, foi debatido exaustivamente. Tal caminho provavelmente também será seguido por Matrix revolutions. Pior... o capítulo final sofre de um mal ainda maior, pois tem dois predecessores para ser comparado.

Trata-se de um destino inglório para um filme que fecha com competência acadêmica a saga de Neo, Trinity e Morpheus. Note que a competência aqui citada tem dois sentidos. O primeiro é bom, já que a aventura amarra as pontas soltas, garante duas horas de entretenimento e ainda deixa ampla margem para discussões (há uma nova personagem que deve deixar os fãs loucos de vontade de entendê-la melhor, a menininha Sati). O outro, ruim, é a falta de inovação, como num trabalho apressado de principiantes no qual qualquer tipo de experimentação é deixado de lado para privilegiar soluções convencionais, já vistas e revistas no cinema.

Porém, se a conclusão é calcada na obviedade, é nas cenas isoladas que Revolutions se sustenta e desequilibra a balança. O combate final entre Neo (Keanu Reeves) e Smith (Hugo Weaving, perfeito) - uma briga de rua entre Super-Homens - é grandioso, o ataque das máquinas à Zion é empolgante e a visita à cidade de 01, a capital das máquinas, bastante satisfatória para quem conferiu "O segundo renascer", episódio da série Animatrix. Também é digno de nota o tratamento dado pelos escritores às mulheres no filme. Trinity nunca esteve tão decidida e durona, Niobe (Jada Pinkett Smith) chega a eclipsar Morpheus e até Zee (Nona Gaye) aparece para salvar o dia. As mulheres de Matrix não levam desaforos pra casa e nunca perdem a feminilidade.

A história de Revolutions começa exatamente do ponto em que pararam Reloaded e Enter the Matrix, o videogame da saga. Neo está em coma, depois de destruir sentinelas no mundo real com sua mente. As defesas de Zion preparam-se para enfrentar a maior batalha de sua história, enquanto centenas de milhares de robôs avançam rapidamente em direção à cidade. Trinity (Carrie-Anne Moss) e Morpheus (Laurence Fishburne) decidem entrar pela última vez na Matrix para encontrar a Oráculo (Mary Alice) e tentar salvar o predestinado. Auxiliados por Seraph, descobrem que o Merovingio (Lambert Wilson) pode estar por trás do estado de Neo. A batalha é iminente nos dois fronts, o mundo real e a realidade simulada, e mesmo o vencedor pode perder tudo, já que o vírus Smith atingiu proporções alarmantes e só tem um desejo em mente: o fim de todas as formas de existência.

Correspondendo às expectativas ou não, é impossível deixar de admirar o fato de que um blockbuster hollywoodiano, de enorme sucesso comercial, pela terceira vez fará com que os fãs pensem e discutam a história durante anos, buscando referências filosóficas, teológicas e literárias. O debate é positivo e o resultado é engrandecedor. E isso, ninguém tira de Matrix. Seja ele o original, Reloaded ou Revolutions.



¤ Por CAIUS FREITAS em 3:17 PM Comentários (clic aqui!):

¤ Sexta-feira, Novembro 14, 2003

Putz! Caralho! Inda tah nesse lance de Matrix?!

Pessoas, eu sei... Nem eu agüento mais entrar no meu Blog, Matrix já abusou. O lance é que meu novo template ainda não tá pronto, por isso que inda tá rolando o Especial Matrix. Mas com certeza ele vai acabar domingo e o blog volta ao normals.

Hoje o post é sobre o Matrix Reloaded. Quem assistiu e ficou super confuso com o papo do Neo e do Arquiteto, chegou a hora de tirar todas suas dúvidas, tá tudo distrinchado no post. O lance do Animatrix continua a pedido de minha miga Carina, pois ela inda não terminou de ler, eu sei... é muita coisa... E como esse daqui tembém é muita coisa vou deixar de enrolar. Fui-me...

¤ Por CAIUS FREITAS em 6:06 PM Comentários (clic aqui!):


¤ Por CAIUS FREITAS em 6:04 PM Comentários (clic aqui!):



Matrix Reloaded

Todas as informações a cerca da mitologia do primeiro filme da série Matrix, meramente arranham os simbolismos religiosos em Matrix Reloaded. Há dezenas de outras menções mitológicas/religiosas, algumas simples - como a inscrição "Conhece-te a ti mesmo", do Oráculo de Delfos, na casa da Oráculo - e outras paradoxais - Zion é sugerido como o Paraíso, mas fica nas profundezas ardentes do planeta, onde seria o Inferno. O fato dos humanos terem arruinado o próprio planeta e serem responsáveis diretos pelo caos do futuro também faz pensar...

No fim de Matrix (De Andy e Larry Wachowski, 1999) Neo (Keanu Reeves) consegue enxergar o verdadeiro mundo virtual - uma combinação esverdeada de complexos códigos binários -, derrota os inimigos em combate e finalmente liberta a sua mente de modo pleno. Mas quando discursa triunfante, "não estou aqui para dizer como tudo termina, mas como começa", o Predestinado sela não apenas a própria sorte, mas também o destino da obra como um todo. Em Matrix Reloaded, segundo filme da série, algumas das idéias até dispostas são reforçadas. Neo, por exemplo, experimenta a vida do Messias e tem até mesmo seguidores!

O que era uma concisa e bem definida ficção científica se tornou uma avalanche. Números, especulações, tentáculos. Seria redundante repetir isso aqui, uma vez que a autopromoção silenciosa dos irmãos Wachowski funciona melhor, na persuasão e no convencimento, do que as engrenagens de uma matrix manipuladora. O que vale ressaltar é que a avalanche inicial transformou Matrix Reloaded (2003) em um dos filmes mais ambiciosos e esperados de que se tem notícia.

Assim, não há maneira de julgar o segundo episódio da trilogia, senão com uma rígida comparação em relação ao original. Você não verá aqui qualitativos do tipo "boa pedida para o sábado à noite". Os efeitos são um primor? Com certeza, de deixar mutantes no chinelo. As perseguições são as melhores já vistas? Sim, fenomenais. Os figurinos ditarão moda de novo? Provavelmente. Carrie-Anne Moss continua linda? Muito! As lutas são bacanas? Dignas de Bruce Lee. O aclamado "duelo de Neo X 100 Smiths" é antológico mesmo? Sem sombra de dúvida...

Mas a ambição de Reloaded exige uma análise mais criteriosa. Vamos a ela.

Plasticidade e limpidez
Na cabeça dos irmãos Wachowski e do produtor Joel Silver, uma continuação deveria ser, pela lógica digital, um upgrade. Efeitos potencializados, ação mais vertiginosa, pancadaria multiplicada, além de metáforas e simbolismos aprofundados. Acontece que o resultado não tem as arestas aparadas. Sobram excessos, dos mais variados. E como o filme original tem tudo no lugar, deduz-se: Reloaded não é tão bom quanto Matrix. Mas onde estão os exageros?

É preciso deixar-se claro que, o que faz de Matrix uma obra-prima não é o bullet-time, mas as insinuações filosóficas ligadas às questões do mundo cibernético. Não há avanço tecnológico que substitua uma história original e bem contada. George Lucas era a vanguarda dos efeitos em 1977, mas aqueles lasers coloridos só não são motivo de piada hoje porque o mito dos Jedis foi construído de maneira impecável.

No segundo filme surgem também outras idéias, novas e ainda mais complexas, enquanto outras, que o público parecia finalmente ter entendido, caem por terra de maneira chocante. Enfim, o ponto principal do filme é a cena de Neo e o Arquiteto, ali resume-se todo o motivo pelo o qual você deve ver o Matrix Reloaded e se você é apaixonado por efeitos especiais lá estará também os melhores feitos até a estréia do filme.

Vamos ao estudo da cena do Arquiteto...

Primeiramente é preciso frisar que o Arquiteto não é um humano, ao contrário do que foi publicado em uma coluna na Folha de São Paulo. Então, Vocês me perguntam: Quem é o Arquiteto? Certamente, aos olhos da Matrix, ele é Deus, o pai, o criador. No entanto, em relação ao mundo real, ele não passa de uma consciência digital, criada para governar o universo virtual, ou seja, ele é só um programa criado pelas maquinas para desenhar e controlar a Matrix.

Depois do segundo filme algumas pessoas se perguntaram: Será que Neo também é um programa? Não. E isso é provado no inicio da conversa com o Arquiteto quando o mesmo diz: "Você tem muitas perguntas, e embora o processo tenha alterado sua consciência, você continua irrevogavelmente humano".
Ao dizer que o processo alterou sua consciência, ele se refere à 'iluminação' de Neo, quando ele descobriu seus poderes e a maneira de enxergar a Matrix, mas sem deixar de ser um humano.
Isso, todavia, não é só. Neo é especial? Sim.
"Sua vida é a soma do saldo de uma equação desequilibrada inerente à programação da Matrix. Você é o desenlace de uma anomalia, que, a despeito de meus mais sinceros esforços, fui incapaz de eliminar daquela, caso eu fosse capaz, seria uma harmonia de precisão matemática".
Esta afirmação confundiu muita gente. Ao se referir a Neo como um erro no sistema, algo na sua programação que tomou consciência e lhe arrumou problema, o Arquiteto sugere que ele seria um programa. Não me parece o caso. O Arquiteto, que é o programa criador, descreveu Neo como o vê. Seu universo se limita ao sistema da Matrix e, para ele, Neo é uma força consciente da humanidade, trata-se de um bug, algo que nem ele consegue decifrar ou apagar. Uma anomalia. Complicado? Calma que mais tarde eu volto a essa questão.

Quem é a Oráculo?
O Arquiteto afirma (assim como o Agente Smith no primeiro filme) que uma primeira versão da Matrix representava um mundo perfeito, mas que não funcionou.
"Um triunfo equiparado apenas ao seu fracasso monumental. A inevitabilidade de sua ruína é tão evidente para mim agora quanto é uma conseqüência da imperfeição inerente a todo ser humano".
Então, criou outra Matrix, baseada na história da humanidade, mas esta também foi um desastre. Daí, concluiu que não estava entendendo como fazer o sistema funcionar com os seres humanos. Levando-se em consideração o que Smith diz no primeiro filme, podemos crer que, em certo ponto, as pessoas conectadas rejeitavam o mundo virtual e começavam a despertar.
O Arquiteto justifica sua frustração: "[Eu] compreendi que a resposta me escapava, porque ela necessitava de uma mente inferior, ou talvez uma mente menos afeita aos parâmetros da perfeição".
Então, um programa intuitivo inicialmente criado para investigar aspectos da mente humana, encontrou por acaso a resposta. A solução encontrada funcionou para quase todas das pessoas e projetou a Matrix como ela é hoje, um sistema de controle QUASE perfeito.
Este tal programa intuitivo, nós conhecemos como Oráculo.

Como assim, esta é a sexta versão da Matrix?!
Na verdade, existiram outras, mas a "Matrix Utópica" e a primeira versão dela, baseada na história humana não contam pelo que o Arquiteto diz: "A Matrix é mais velha do que você imagina. Eu prefiro contar a partir do surgimento de uma anomalia integral para a seguinte. Neste caso, esta é a sexta versão".
Ou seja, ele só conta a partir da primeira Matrix que realmente funcionou, que, por conseqüência, trouxe o surgimento da anomalia Neo. Há houve seis. Isso sugere que assim como houve cinco Matrixes anteriores, também houve cinco Neos. Reparem que os Neos nas televisões na parede algumas vezes têm reações diversas à conversa. Talvez sejam as versões anteriores, no momento equivalente, reforçando a idéia de um ciclo.
Morpheus discursa em Zion que os humanos estão há 100 anos em guerra incessante com as máquinas. Podemos supor, então, que há 100 anos, o ciclo recomeçou, na forma da sexta versão da Matrix. Fazendo uma projeção rudimentar, podemos imaginar que a humanidade está há 600 anos ou mais presa em um ciclo de destruição e renascimento.

Então, Zion sempre é destruída e reconstruída? Por quê?
Sim. O Arquiteto ressalta que quando tentava controlar totalmente a humanidade, fracassava. Então, apenas depois que lhe deu o livre arbítrio, a Matrix serviu seu propósito.
"Como eu dizia, ela [Oráculo] se deparou por acaso com uma solução por meio da qual quase 99,9% de todas as cobaias aceitavam o programa, contanto que lhes fosse dada uma escolha, mesmo que só estivessem cientes dela em um nível quase inconsciente. Embora esta resposta funcionasse, ela era óbvia e fundamentalmente defeituosa, criando, assim, a anomalia sistêmica contraditória, a qual, sem vigilância, poderia ameaçar o próprio sistema. Por conseguinte, aqueles que recusavam o programa, ainda que uma minoria, se não vigiados, constituiriam uma probabilidade crescente de catástrofe".
Para que a humanidade fosse enganada pelo sistema, era necessário que lhe fosse dada a liberdade de escolha, ainda que esta fosse a de lutar contra o próprio sistema (em outro exemplo: ¿assim como Deus deu a liberdade ao Homem de até duvidar Dele.¿).
Como o Arquiteto disse anteriormente, essa era ao mesmo tempo a solução e a falha fundamental do sistema. A única maneira de combater esta falha era controlar o quanto fosse possível a crescente descrença no sistema, e quando ela representasse perigo (com o surgimento de Neo), destruir tudo e começar do zero.
Ou seja, quando a Matrix está mais infectada com esses ¿vírus¿, é hora de formatar o HD e instalar tudo de novo.

E quanto à escolha de Neo entre as duas portas?
Segundo o Arquiteto, ele não consegue destruir Neo. E mesmo se pudesse não o faria, pois a existência dele é necessária para que o sistema funcione. A única maneira que encontrou de derrotá-lo foi confrontá-lo com um dilema que, ao mesmo tempo, era um grande risco à sua própria existência.
Sempre que Neo corria para o Mainframe a fim de derrotar a Matrix naquele momento único, se deparava com o Arquiteto e com a escolha em questão. A armadilha era essa: Zion não tem escapatória. Vai ser destruída de qualquer maneira, assim como foi cinco vezes antes. O propósito do Predestinado seria o de entrar na fonte e temporariamente disseminar o código que ele carrega, com todas as suas experiências, a fim de alimentar a Matrix e prepará-la para sua próxima versão. Neste momento ele seria obrigado a escolher 23 indivíduos, 16 mulheres e 7 homens para serem "desplugados" da Matrix e reconstruir Zion. Se não cumprisse isso, resultaria em uma falha catastrófica de sistema que mataria todos os plugados na Matrix, e como Zion vai ser destruída, resultaria na extinção completa da raça humana.
Uma bela chantagem.
Eis a armadilha. Ou Neo concordava em reiniciar o ciclo ou adeus à humanidade. Neo ainda tenta confrontá-lo com a verdade de que as máquinas precisam dos humanos para sobreviver, mas o Arquiteto não se abala dizendo: "Há níveis de sobrevivência que estamos preparados para aceitar". Isso o deixa mais uma vez sem escolha.
Quer confirmar isso com o primeiro filme? Lembra quando Morpheus disse a Neo que existia alguém que podia remodelar a Matrix como quisesse? Que foi quem libertou o primeiro deles? Que seu retorno poria um fim à Matrix? O Arquiteto confirma esta verdade: "O que nos traz finalmente ao momento da verdade, em que a falha fundamental é definitivamente expressa e a anomalia revela ser tanto o começo quanto o fim".
A Matrix começa e termina com Neo.

A profecia é uma mentira? Neo não é escolhido? A Oráculo é um inimigo?
É precipitado afirmar essas coisas. Sem dúvida, o propósito inicial da Oráculo foi o de criar um sistema de controle eficiente para escravizar a humanidade. E apesar da profecia ter sido colocada em dúvida, já que todo o caminho de Neo é manipulado para que ele aja como o início e fim da Matrix, não vamos esquecer de que a Oráculo diz que ele a fez uma crente. E que, desta vez, Neo sente algo que seus predecessores não sentiram: Amor.
É possível que a Oráculo realmente tenha desenvolvido uma conexão forte com a humanidade. Afinal, ela foi o único programa que entendeu a mente humana. Apesar de ter terminado como uma personagem dúbia, ela ainda esta do nosso lado.
E embora pareça que a profecia não passa de uma maneira de enganar Neo, quando analisada por outro ângulo, pode ser uma maneira de encorajá-lo a enfrentar seu destino. Afinal, cabe a ele tomar a última decisão: recomeçar o ciclo ou rompê-lo. É o que ele faz no fim do filme ao escolher salvar Trinity.

Ao romper o ciclo, Neo não condenou a humanidade à extinção?
Pelas regras estabelecidas pelo Arquiteto, sim, pois, ao escolher Trinity, deixou de ir à fonte da Matrix e escolher os 23 indivíduos para recomeçar a reconstrução. Lembre-se de que, se isso não fosse feito, a Matrix estava programada para falhar e matar todos os plugados. E, como Zion está prestes a ser erradicada, parece que é o fim mesmo.
As respostas para este confuso e ao mesmo tempo brilhante estratagema só teremos no terceiro filme. Como a humanidade vai se safar dessa? Qual é a participação do Agente Smith "encarnado"? Por que Neo apresentou poderes no mundo real?
¤ Por CAIUS FREITAS em 5:58 PM Comentários (clic aqui!):

¤ Terça-feira, Novembro 11, 2003

Especial Matrix

Pessoas calma. É preciso muita calma neste momento. Tudo bem, eu sei que esse lance de Matrix já tá demorando muito, mas já perto do fim nem se esquentem.

O filme mais discutido que foi o Matrix (1999) eu já coloquei tudo que vcs precisam ler para saber pq esse filme foi tão aclamado. Hoje os post serão sobre os desenhos Animatrix, o jogo Enter The Matrix e sobre o tão comentado efeito bullet-time (tempo de bala), é aquele lance da câmera lenta em 360º que os irmãos Wachowski trouxeram para o cinema.

A jogada publicitária do Matrix esse ano é que seria O Ano Da Matrix, para isso a marca lançou ao mesmo tempo do Matrix Reloaded, um o jogo chamado Enter The Matrix e o DVD Animatrix com técnicas de animes japonês e de animação gráfica computadorizada.

¤ Por CAIUS FREITAS em 4:44 PM Comentários (clic aqui!):

Bullet-Time

Provenientes dos quadrinhos, admiradores dos animês, os Wachowski idealizavam as lutas, os movimentos - e precisavam apenas da tecnologia capaz de colocar isso na tela. Com uma boa fatia dos US$ 65 milhões de orçamento do primeiro filme, o especialista John Gaeta e a sua equipe da companhia Manex criaram os 400 efeitos computadorizados presentes em Matrix com uma técnica peculiar.


Primeiramente, por meio de filmagem tradicional e aperfeiçoamento no computador, a cena é reproduzida numa velocidade ultradevagar. Esse processo permite, por exemplo, aquela cena de Trinity. Ao mesmo tempo, dezenas de câmeras digitais dispostas como uma espiral ao redor do objeto filmado tiram, cada uma delas, uma still (fotografia de cena). Com o conjunto de stills reproduzido a uma velocidade de 12.000 quadros por segundo (uma película roda normalmente a 24 quadros por segundo), os projéteis não são apenas vistos em câmera lenta, mas também em 360 graus. Esse é o bullet-time, ou o "tempo da bala". Ou seja, uma técnica de animação transferido para o universo dos atores de carne-e-osso.
¤ Por CAIUS FREITAS em 4:43 PM Comentários (clic aqui!):

Enter the Matrix, não se trata apenas de mais um jogo baseado em um longa-metragem, daqueles que você conduz o personagem principal do filme por diversas fases que lembram cenas da história. É, na verdade, uma experiência complementar ao universo criado pelos irmãos Wachowski.
O produto tem um roteiro inédito, que ocorre paralelamente a Matrix reloaded e preenche lacunas da história. Ele intercala cenas filmadas com todo o elenco da série com o jogo em si, uma mistura de game de ação em primeira pessoa, RPG, luta e simulador de direção.

A história foi escrita por Larry & Andy Wachowski e tem quase uma hora de filme inédito, rodado com exclusividade para o game. Sendo assim, parte das atividades da resistência dos humanos não mostradas no filme poderá ser descoberta no jogo.
A história de Enter the Matrix começa momentos depois do curta-metragem O vôo final de Osiris, quando a Logos, a veloz nave da capitã Niobe (Jada Pinkett-Smith) recebe a última transmissão do capitão Thadeus, da Osiris, que informa ter deixado um pacote dentro da Matrix, que contém mais informações sobre seu fatídico destino. Niobe e Ghost (Anthony Wong), seu imediato, decidem resgatar o pacote e entram no mundo virtual. A partir daí, você deve escolher um dos dois para controlar e cumprir seus objetivos

¤ Por CAIUS FREITAS em 4:28 PM Comentários (clic aqui!):

Animatrix: Os nove episódios
Por Érico Borgo


Numa iniciativa inédita, Larry & Andy Wachowski, os criadores da trilogia Matrix, produziram uma série de animação para ampliar os conceitos criados para seus filmes. O resultado é Animatrix, nove curtas-metragens nos quais consagrados mestres dos animês (o estilo de animação japonesa), emprestam seus talentos à franquia, que mostra a luta dos últimos humanos livres contra a opressão das máquinas conscientes.

Os episódios de Animatrix explicam pontos obscuros do filme, revelam a origem de personagens e fazem ligações entre os longas e o videogame Enter the matrix. Quatro deles estão disponíveis no site oficial da franquia, outro foi exibido antes de O apanhador de sonhos e o restante poderá ser conferido no DVD que reúne os nove capítulos. Nenhum tem como objetivo ser indispensável para o entendimento dos filmes, mas quem conferir todos os produtos terá uma visão muito mais completa e emocionante sobre o mundo de Matrix no cinema.

Os nove episódios levaram três anos para serem desenvolvidos e foram produzidos em estúdios no Japão, Coréia do Sul e Estados Unidos. O projeto, juntamente com os quadrinhos inspirados por Matrix, é bastante querido pelos Wachowski, pois os animês foram uma das maiores influências para a linguagem visual e narrativa utilizada por eles. Agora, nada melhor que devolver a homenagem apresentando definitivamente o estilo para o grande público.

Confira abaixo as resenhas de todos os capítulos da série.

O segundo renascer - Partes 1 e 2
Roteiro: Irmãos Wachowski / Direção: Mahiro Maeda




Através de uma visita aos arquivos de Sião, a última cidade da humanidade, o épico The second renaissance revela alguns segredos sobre as origens do conflito entre os homens e as máquinas. O curta, que foi dividido em duas partes, mostra a decadência das últimas cidades humanas, a vaidade dos homens levando à criação de máquinas à sua imagem e semelhança, o início da revolta dos robôs e deve revelar como teve início a "câmara de sonhos", a Matrix, utilizada pelos robôs para manter pessoas em estado onírico, enquanto seus corpos são convertidos em fontes de energia. Lembre-se que, no universo criado pelos irmãos Wachovski, "humanos não nascem mais... são cultivados" - Morpheus (Lawrence Fishburne), no filme de 1999.

A "segunda renascença" do título do filme faz referência ao período do Renascimento, caracterizado na história da Europa Ocidental pelo enorme interesse no desenvolvimento da cultura e das artes. O movimento teve como berço a Itália e começou no século XV. Ironicamente, a nova renascença proposta pelo primeiro episódio de Animatrix não diz respeito à cultura humana, e sim, anuncia a formação de um estado robótico, chamado de 01 - mais uma referência ao código binário, utilizado exaustivamente em Matrix. A animação também sugere um interessante paralelo entre o povo robô e os judeus. Ambos sofreram um holocausto de dimensões descomunais e estabeleceram sua capital no berço das maiores religiões do planeta, o Oriente Médio.

Quanto aos aspectos técnicos de The second renaissance, há muito pouco a ser comentado. A animação é perfeita, a construção de cenários surpreendente, a trilha sonora lembra bastante a de Matrix e a temática é bastante forte, com cenas extremamente violentas. As cenas de combates estão entre as graficamente mais impressionantes já criadas em desenho animado, produzidas de forma a dar a impressão que foram gravadas de dentro do campo de batalha. Aliadas ao roteiro primaz dos Wachowskis, deixam a certeza de que a influência de Matrix continuará a ser sentida em todos os segmentos da indústria do entretenimento por décadas.

O vôo final de Osiris
Roteiro: Irmãos Wachowski / Direção: Andy Jones




O vôo final de Osiris, escrito pelos Irmãos Wachowski e dirigido por Andy Jones (diretor de animação de Final fantasy), é considerado pelos produtores o episódio 1.5 da trilogia. Cronologicamente, o curta começa depois de Matrix e tem importância fundamental em Matrix reloaded. Nele, um hovercraft (nave idêntica à pilotada por Morpheus nos filmes) chamado Osiris faz uma estarrecedora descoberta. Milhares de sentinelas - aqueles robôs-polvo do longa-metragem - estão defendendo uma gigantesca máquina na superfície do planeta. Seu intuito é abrir um túnel até Sião, o último refúgio dos humanos livres, localizado quilômetros debaixo da terra. Desesperada, a tripulação da nave precisa avisar os cidadãos da cidade sobre a ameaça, para que algo seja feito. Contudo, terão que enfrentar um verdadeiro exército de sentinelas, a fim de que Jue, uma guerreira de Zion, possa entrar na Matrix e deixar uma fita com o alerta para que outra equipe possa resgatá-la.

O curta é um verdadeiro colírio. A Square USA, Inc, também responsável por Final fantasy, melhorou ainda mais os gráficos hiper-realistas das personagens que, em certos momentos, passariam por humanos com tranqüilidade. A seqüência de abertura do filme também é impressionante e - pasme - sensualíssima. Os visuais externos estão simplesmente irretocáveis, idênticos aos do filme original. A trilha sonora também tem diversos elementos de Matrix e ajuda para tornar O vôo final de Osiris uma continuação à altura da saga.

Os eventos desencadeados na animação, além de influenciarem o segundo filme, também dão o tom de uma das missões de Enter the Matrix, o jogo da franquia que, por sua vez, também tem estreita relação com os filmes. Enfim, os irmãos Wachowski estão decididamente fazendo história, numa saga contada em diversas mídias.

Uma história de detetive
Roteiro e direção: Shinichiro Watanabe



Escrito e dirigido por Shinichiro Watanabe (Cowboy Bebop), o curta mostra Ash, um investigador linha-dura contratado por um telefonema misterioso para procurar a hacker conhecida como Trinity (voz da própria Carrie-Anne Moss).

Bastante diferente dos demais episódios da série, Uma história de detetive revela o mundo futurista de Matrix sob a ótica dos filmes noir, aquele dos climas tensos, em preto-e-branco, das mulheres fatais, dos senhores de smoking, dos fumantes inveterados, das mortes misteriosas e das longas investigações. A escolha se encaixa plenamente na história, já que, assim como em Matrix, em um filme noir, nada é o que parece ser.

Coração de soldado
Roteiro e direção: Yoshiaki Kawajiri




"Program" (nome original) foi escrito e dirigido por Yoshiaki Kawajiri (Vampire Hunter D). A história se passa dentro de um programa simulador de treinamento de samurais, onde uma guerreira de Sião deve escolher entre ficar com seu amor dentro da Matrix ou deixar seus companheiros no mundo real.

Diferente do primeiro capítulo da série ("The Second Renaissance - Part 1"), completamente focado na mitologia da série, "Program" trabalha dentro dos conceitos do filme mas não agrega informações relevantes à história. Todavia, é simplesmente espetacular pelas cenas de ação, exemplos da melhor forma dos animês, com combates de tirar o fôlego e um final impressionante.

Era uma vez um garoto
Roteiro e direção: Shinichiro Watanabe




Em Matrix Reloaded surge um novo personagem para a série, The Kid (Clayton Watson). Em "Era uma vez um garoto", Shinichiro Watanabe, através de uma técnica similiar à rotoscopia (aquela na qual cada quadro de um filme é pintado), conta a origem do personagem e como foi seu "despertar".

Sentado em sua sala de aula, The Kid recebe um convite pessoal através de seu telefone celular. "Eles sabem que você sabe. Saia daí", brada a voz de Neo no fone. Infelizmente para o garoto, a saída será muito mais difícil do que ele imaginava.

O episódio traz as vozes de Keanu Reeves (Neo), Lawrence Fishburne (Morpheus) e Carrie-Anne Moss (Trinity).

O recorde mundial
Roteiro: Yoshiaki Kawajiri / Direção:Takeshi Koike




Talvez um dos episódios mais interessantes de Animatrix, "O recorde mundial" mostra Dan, um corredor obstinado em quebrar seu próprio recorde mundial.

Por meio de uma surpreendente combinação de força de vontade e esforço físico, o velocista chega a distorcer os fundamentos da não-realidade da Matrix e consegue ter um rápido vislumbre da liberdade. Porém, obviamente, os agentes das máquinas não deixariam algo assim acontecer sem conseqüências...

Além da realidade
Roteiro e direção: Koji Morimoto




Ao assistir "Além da realidade" é difícil deixar de imaginar a Matrix como um gigantesco sistema operacional Windows. Claro que, como é tradição na cria de Bill Gates, falhas acontecem constantemente... sendo assim, como seria uma falha na Matrix? É exatamente esse aspecto da realidade virtual que é explorado neste episódio.

Numa pequena cidade, a jovem Yoko sai em busca de seu gato. Acaba encontrando-o numa casa tida como mal-assombrada por um grupo de garotos locais. Na verdade, a residência sofre com problemas operacionais de toda sorte. A gravidade funciona errado, chove torrencialmente apenas em uma pequena área e um bizarro efeito temporal cria efeitos replay num determinado quarto, entre outros bugs. Porém, como todos os "paus" de informática, o sistema precisa ser consertado. Para tanto, é necessário o suporte técnico da Matrix...

O robô sensível
Roteiro e direção: Peter Chung




O episódio dirigido por Peter Chung, o criador de Aeon Flux, é talvez o mais surreal dos nove. Infelizmente, isso não o torna o mais interessante.

Em "O robô sensível", um grupo de humanos trabalha escondido na superfície desolada do planeta. Sua missão é capturar exemplares das máquinas dotadas de inteligência artificial e convencê-las, através de uma espécie de lavagem cerebral virtual, que a Terra pertence aos humanos. Eles só não contavam que uma das máquinas capturadas chamaria reforços antes de ser convertida...

Além de um roteiro cheio de elementos esquisitos, as seqüências dentro da realidade virtual parecem um tanto bregas e lembram aqueles artifícios, hoje ultrapassados, utilizados na computação gráfica de filmes como O passageiro do futuro.

Todavia, um curta de qualidade inferior em meio a oito excepcionais exemplos de animação não nos impede de dar a nota máxima para o lançamento.

¤ Por CAIUS FREITAS em 4:26 PM Comentários (clic aqui!):

Fonte: Site Omelete, www.omelete.com.br
¤ Por CAIUS FREITAS em 4:25 PM Comentários (clic aqui!):

¤ Sábado, Novembro 08, 2003

O texto que segue, apesar de um pouco longo, explica todas as referencias filosóficas do filme, comentando também um pouco sobre as influencias do filme em relação a moda e os novos efeitos especiais mostrados no cinema.

Esse texto também fecha o assunto Matrix (1999), que é o mais comentado e digno de todos os elogios.

Quem num tiver saco de ler o texto todo de uma vez, guarda no PC e vai lendo aos poucos. Ele é bom para vc sacar as referencias filosóficas do filme e se vc é estudante de arte isso contará muito para sua vida acadêmica.
¤ Por CAIUS FREITAS em 4:53 PM Comentários (clic aqui!):


¤ Por CAIUS FREITAS em 4:48 PM Comentários (clic aqui!):

Matrix e a filosofia
Por Heraldo Aparecido Silva
23/5/2003



O que é a Matrix? A resposta está aí. Ela está à sua procura. E te encontrará se você desejar

Morpheus segue o caminho do filósofo: Conhece a verdade e volta à caverna para instruir os demais

Neo, o fugitivo
O agente Smith sustenta que nós, seres humanos, não somos mamíferos, porque não entramos em equilíbrio com o meio ambiente
"O que é Matrix? Controle. A Matrix é um mundo de sonhos gerado por computador... feito para nos controlar..." [Trecho da revelação feita por Morpheus a Neo]

(Andy & Larry Wachowski, The Matrix, EUA, 1999).

Em 1999, o cinema americano produziu Matrix (The Matrix, EUA, 1999), um filme, originalmente subestimado, que arregimentou milhares de admiradores no mundo todo e logo se transformou em uma referência para outras produções cinematográficas.

Um exemplo? Bem... se ficarmos apenas no efeito bullet time, lembraremos de várias paródias, plágios e "homenagens".

O fenômeno Matrix pode ser parcialmente compreendido se levarmos em consideração a profusão de influências e temas que aparecem, direta ou indiretamente, no roteiro e nas imagens do filme. Aí vão alguns exemplos: distopia, esperança, filosofia, 1984 de George Orwell, artes marciais, cibercultura, agentes secretos e teorias conspirativas, romance, Alice no país das maravilhas de Lewis Carroll, messianismo (crença na vinda do Salvador: Jesus, Messias, Buda, Rei Arthur), mitologia grega e céltica, Admirável mundo novo de Aldous Huxley, efeitos especiais revolucionários, nova estética super-heroística (óculos escuros, roupas pretas de couro e sobretudos substituem, respectivamente, máscaras, uniformes colantes coloridos e capas), ficção científica, animes e assim por diante. Como não dá para falar de todas estas coisas em poucas linhas, vamos especificar: faremos uma rápida comparação entre o filme Matrix e a filosofia grega de Sócrates e Platão.

Para começar, responda rápido: se o contrário de real é irreal, então qual é o contrário de virtual?

Se está se perguntando qual é a relação desta questão com o filme e a filosofia, respondo: tudo.

O filme praticamente começa com a pergunta "o que é Matrix?". Alguém aí se lembra do diálogo entre Trinity e Neo? Então... ela lhe diz: "- É a pergunta que nos impulsiona, Neo. Foi a pergunta que te trouxe aqui. Você conhece a pergunta assim como eu". E ele: "- O que é a Matrix?". Em seguida, a jovem conclui: "- Sim, a resposta está aí. Ela está à sua procura. E te encontrará se você desejar".

Mas e a relação desta passagem com a filosofia? Bem, a filosofia ocidental (o pensamento crítico) surgiu na Grécia Antiga, por volta do século VI a. C., como uma alternativa ao mito (o pensamento ingênuo); ela começa através da pergunta "o que é a realidade"?. De modo geral, naquela época, os filósofos pré-socráticos deram duas explicações. A escola jônica, que se importava mais com a observação da natureza (physis) - daí o surgimento da física e da cosmologia - respondeu que o real é a physis; já a escola eleática, que se importava mais com a abstração - daí o surgimento da metafísica e da ontologia - respondeu que o real é o ser (ontos). Destas considerações, aqui expostas de modo breve e lacunar, originaram as investigações filosófico-científicas posteriores.

Chegou até aqui? Então, não boceje e continue.

Lembra da parte em que Morpheus (o deus dos sonhos e filho de Hipno, na mitologia grega) leva Neo até Oráculo e ela lhe mostra a frase "conhece-te a ti mesmo". Isso é grego também. É de um sujeito que mudou o panorama da história da filosofia e da humanidade: Sócrates (c. 470-399 a. C.), o fundador da ética ou filosofia moral. Por causa dele, as pessoas passaram a se interessar e estudar não apenas a realidade exterior (questões sobre a natureza, os astros etc.), mas também a interior (questões relativas ao ser humano, como política, educação, organização social, comportamento).

Três máximas socráticas ilustram o modo como ele conduziu a sua existência: 1) "Conhece-te a ti mesmo"; 2) "Só sei que nada sei" e 3) "A vida sem reflexão não vale a pena ser vivida".

E daí? (geralmente os filósofos perguntam isso). Bem, daí que, na história de Sócrates, também tem um Oráculo, o Oráculo de Delfos, que disse para ele que o homem mais sábio de todos era... ele mesmo. Todo mundo achava isso, menos o próprio Sócrates. Mais ou menos como acontece com Neo no filme. Quase todo mundo o considera o Escolhido, exceto ele próprio.

Depois, de sua visita ao Oráculo, o ateniense Sócrates passou a abordar as pessoas e a discutir com elas os mais variados assuntos, no intuito de achar alguém que fosse realmente sábio, já que ele achava que nada sabia. Nestes diálogos, sempre colocava em prática as suas máximas: "Só sei que nada sei" e "Conhece-te a ti mesmo". Isto significa que o método socrático, elenchus, pode ser dividido em duas partes: a primeira (destrutiva), com a ironia; e a segunda (construtiva), com a maiêutica. Para Sócrates, a sabedoria consiste primeiro no reconhecimento da própria ignorância - este conhecimento é o passo inicial em busca da sabedoria e envolve o abandono das idéias preconcebidas. Afinal, "as aparências enganam" e não queremos ser enganados por elas, certo?... certo (menos, é claro, para os partidários do Cypher - o traidor no primeiro filme -, que podem retrucar em uníssono: "- Me engana que eu gosto!").

Os diálogos socráticos eram inconclusivos, mas, após os mesmos, acreditava-se estar numa situação melhor do que a de outrora, uma vez que, embora não se soubesse o que era um objeto em questão, sabia-se o que ele não era.

O método maiêutico consiste em extrair idéias por meio de perguntas; a imagem é a de que as idéias já existem na mente "grávida" da pessoa, mas precisam de um "parto" para se tornarem manifestas. Este "poder da mente" é, de certo modo, sugerido no filmes em diversas ocasiões: tanto para propiciar feitos extraordinários quanto para causar a morte do "corpo real" através do virtual.

No fim, Sócrates foi injustamente condenado à morte por ter corrompido - através de idéias inéditas e contestadoras - a juventude, desrespeitar os deuses e confrontar o Estado.

O principal discípulo de Sócrates foi Platão (c. 429-347 a. C.). A passagem mais conhecida de suas obras, a alegoria da caverna (ou mito da caverna), está no livro A república. Agora um pouco de paciência e uma dica para entender o filme a partir desta perspectiva filosófica: ao ler o trecho a seguir, substitua a "caverna" pela realidade virtual de Matrix e o "fugitivo" por Neo e seus companheiros.

Platão exemplifica suas idéias sobre filosofia, política e realidade a partir da dramática alegoria da caverna sobre um grupo de prisioneiros confinados, desde o seu nascimento, no interior de uma caverna. Estão acorrentados de uma tal maneira que só conseguem olhar para frente e tudo que vêem são sombras na parede. Tais sombras são projetadas pela escassa iluminação fornecida por uma fogueira que arde atrás deles. Entre a fogueira e os prisioneiros, há uma passagem ascendente para fora da caverna e através da qual diversas pessoas entram e saem, fazendo com que os prisioneiros vejam variadas formas de sombras e ouçam o eco das vozes dos transeuntes. Em seguida, Platão afirma que um dos prisioneiros, após árdua luta, consegue se libertar das correntes e fugir. Assim, pela primeira vez, o ex-prisioneiro, pode contemplar algo além daquilo ao qual estava habituado. Mais do que meras sombras, ele vê a fogueira, os outros prisioneiros, a passagem ascendente e tudo o mais no interior da caverna. Depois, quando sai e atinge o mundo exterior, além de descobrir a existência de muitas outras coisas, é ofuscado por uma luminosidade ainda maior do que a da fogueira: a do Sol. Atordoado, ele retorna à caverna em busca de refúgio e, também, para relatar o ocorrido aos seus antigos companheiros - estes, por sua vez, não crêem na voz dissonante do fugitivo e se recusam a serem libertados para compartilhar da mesma ¿experiência¿. Em contrapartida, os prisioneiros também não conseguem convencer o fugitivo de seu suposto devaneio. Assim, terminam por silenciar, hostilizar e matar o pária fugitivo.

No filme, Morpheus alerta Neo, no "programa de treinamento" (após ele se distrair com "a Mulher de Vermelho" que, num piscar de olhos, dá lugar a um "agente" letal), que qualquer um em Matrix é um agente em potencial.

Agora o restante da interpretação.

Se considerarmos a linguagem metafísica e dualista de Platão (luz/sombra, ciência/opinião, essência/aparência), podemos afirmar que os prisioneiros são a humanidade ignorante - no sentido de não saber, não conhecer. Em Matrix, eles são representados pela humanidade prisioneira das máquinas tiranas.

As correntes que os retém são os hábitos retrógrados e nocivos (os vícios, opostos da virtude) que, se não impede, ao menos dificulta o acesso ao conhecimento. Em Matrix, as correntes também são nossos pseudoprazeres, a rotina e ilusão de realidade, resultado da "simulação neurointerativa".

Uma vez que as sombras são as únicas coisas que os prisioneiros vêem - não possuem outros referenciais - é natural que acreditem nelas como sendo a própria realidade - quando na verdade não são. Em Matrix, se você está sonhando e não percebe, como pode saber que tudo aquilo não é realidade? "- Acorde, Neo. (...) Siga o coelho branco".

O fugitivo representa o filósofo, aquele que tem acesso à luz - ao conhecimento. Em Matrix: é o que desconfia que está vivendo uma ilusão, como Neo.

O percurso até o conhecimento é ascendente e íngreme, assim como a passagem que une o interior ao exterior da caverna. Da mesma forma que a visão necessita de tempo para, de forma gradativa, assimilar as mudanças de tons claros e escuros a que são submetidos os objetos quando passamos das luzes às trevas e vice-versa; a compreensão e a aprendizagem demandam tempo, requerem um período para adaptação. Em Matrix recorde o difícil processo de readaptação pela qual Neo e todos os outros antes dele tiveram de se submeter.

A missão do filósofo (e de Neo ou de qualquer um que se livre do controle de Matrix, conforme esta interpretação) é conhecer a verdadeira realidade (sair da Matrix), regressar à caverna - lugar obscuro, pleno de crenças, aparências e superstições - (voltar à Matrix) e instruir os demais (em Matrix: libertar todos). Tarefa nada fácil, já que as idéias retrógradas são predominantes e costumam condenar, de modo prévio, todo ineditismo (em Matrix: não resista, esqueça, se submeta para não precisar ser eliminado).

Parafraseando Platão, podermos dizer que "a realidade não é o que alguns apregoam que ela é". A realidade é virtual, é Matrix.

Em virtude da extensão do legado platônico, muitas de suas idéias não foram aqui abordadas; todavia, faz-se necessária uma pequena e lacunar menção sobre duas noções importantes: a teoria das formas ou idéias e da doutrina da reminiscência.

Para Platão, no diálogo Mênon, o início do processo de conhecimento é justificado pela doutrina da reminiscência ou anamnese, uma precursora solução inatista que sustenta a idéia segundo a qual existe um conhecimento prévio, resultante da contemplação das formas perfeitas e imutáveis pela alma imortal antes da reencarnação. Portanto, a partir deste exemplo, podemos notar que é através da teoria das formas ou idéias e da doutrina da reminiscência, que Platão defende que o conhecimento é a rememoração. Já no filme, na barganha que Cypher faz com o agente Smith, ele exige entre outras coisas, esquecer tudo, não se lembrar de nada.

Para finalizar, um pouco de heresia filosófica: o "momento aristotélico" do filme fica por conta das máquinas. Calma, eu explico.

Antes de seguir suas próprias idéias Aristóteles foi o mais importante discípulo de Platão. Sistematizador da lógica, ele valorizava extremamente o conhecimento empírico e as ciências naturais. Classificava tudo metodicamente, principalmente quando se tratava de suas investigações no campo da biologia. Se alguém aí falou "Agente Smith" e "Inteligência Artificial", acertou.

Vamos recordar. No universo do filme Matrix, por volta de 2199, a Terra fica devastada como resultado de uma guerra ocorrida entre humanos e máquinas. A humanidade não consegue vencer a Inteligência Artificial, "uma consciência singular que gerou uma raça inteira de máquinas" (segundo relato de Morpheus), bloqueando a energia solar da qual dependiam as máquinas. Ironicamente, os seres humanos derrotados tornam-se baterias de "bioeletricidade" e acabam substituindo a função do Sol, pois, através de uma "espécie de fusão", são usados para fornecer a energia de que elas precisam.

Na cena em que Morpheus encontra-se prisioneiro do Agente Smith, este revela que, ao tentar classificar a raça humana, fez uma descoberta surpreendente: ele sustenta que nós, seres humanos, não somos mamíferos, porque não entramos em equilíbrio com o meio ambiente. Ao contrário dos mamíferos, nós nos mudamos para uma área e nos multiplicamos até consumirmos todos os recursos naturais para depois, mudar novamente para outra. Segundo o Agente Smith, o "outro organismo neste planeta que segue o mesmo padrão" é um "vírus".

Conforme especulações e notícias divulgadas recentemente sobre a continuação - Matrix Reloaded - teremos oportunidade de nos confrontarmos de novo com os golpes, a retórica e a lógica do agente Smith.

Heraldo Aparecido Silva, professor de filosofia e vice-presidente do Centro de Estudos em Filosofia Americana


¤ Por CAIUS FREITAS em 4:46 PM Comentários (clic aqui!):

¤ Quinta-feira, Novembro 06, 2003

Especial Matrix

O post de hoje também é em relação à religião e mitologia presentes na série Matrix. Quem não leu o post de ontem é bom ler primeiro, pois esse é a continuação.

¤ Por CAIUS FREITAS em 3:30 PM Comentários (clic aqui!):

A religião e a mitologia de Matrix
Por Érico Borgo
19/5/2003



Bullet time - habilidade divina
Um "iluminado" na Matrix

Gnosticismo

Porém, apesar dos elementos descritos acima serem essencialmente cristãos, a analogia entre o sistema da Matrix e as crenças religiosas pouco se utiliza dessa fé. A fundamentação para o funcionamento da câmara de sonhos parece mais calcada nas filosofias gnóstica e budista, em eterno questionamento da realidade como a vemos.

O gnosticismo foi uma sistema religioso que floresceu entre os séculos II e V e tinha seus próprios rituais e escrituras, sendo a principal delas o Evangelho de Tomás. No mito gnóstico, o Deus Supremo é absolutamente perfeito, reside no paraíso, e abaixo dele estão outros seres divinos - sem gêneros distintos -, que têm o poder de gerar herdeiros, também divinos e perfeitos, quando unidos em par. Todavia, quando um deles - Sophia - decide dar à luz uma entidade sem o auxílio de outra divindade, surge Yaldabaoth - um herdeiro aberrante, imperfeito, que é jogado fora numa região separada do universo. Tal divindade solitária acaba acreditando que é o único Deus existente e decide criar anjos, a Terra e as pessoas. Tal decisão acaba privando os humanos - também criações divinas - de seu reino de direito, o paraíso, mantendo-os presos num mundo material terrível.

As referências ao gnosticismo em Matrix vão além do simples fato de que os humanos são tratados como prisioneiros em um mundo no qual não escolheram viver - e do qual precisam despertar. As próprias inteligências artificiais parecem refletir o deus aberrante criado por Sophia. Os robôs pensam e existem, mas não têm espíritos. Como Yaldabaoth, criam sua própria raça e mundo - a Matrix. É só quando Neo toma consciência da fragilidade desse mundo imperfeito e de sua condição de entidade divina que consegue quebrar as regras e passa a operar milagres, tornando-se o salvador de sua raça. Vale notar também que Thomas Anderson - o nome de batismo de Neo - significa ANDER (homem) + SON (filho), ou seja, filho do Homem; e Thomas ou Tomás é o nome do autor do Evangelho fundamental do gnosticismo.

Alguns autores vão ainda além e atribuem parte da própria criação do efeito bullet time (aquelas seqüências congeladas baseadas nos animês e HQs, nas quais a câmera dá até uma volta 360º ao redor dos objetos em cena) ao gnosticismo. É que nos mitos dos gnósticos, as divindades mais elevadas conseguem tornar-se imóveis e silenciosas, sem qualquer medo, através de concentração e meditação. "Concentre-se, Trinity", pede Morpheus à sua aliada em determinado momento do filme.

Todavia, concentração e imobilidade também são encontradas em outra filosofia religiosa cuja presença é maciça no filme - o budismo.

¤ Por CAIUS FREITAS em 3:30 PM Comentários (clic aqui!):

¤ Quarta-feira, Novembro 05, 2003

Especial Matrix

Primeiramente gostaria de me desculpar pelos erros de português contidos no último post. O fato é que estava muito tarde, altas horas da madrugada, quando tive a idéia de fazer esse Especial Matrix, filme que sou fã de carteirinha como todos já devem ter notado.

Os post que seguem nos próximos dias serão em relação à religião e mitologia presentes na série Matrix. Quem nunca assistiu nenhum dos filme da série com certeza voará um pouco, principalmente por causa dos nomes dos personagens, mas pelo menos quando for assistir poderá prestar atenção em cada detalhe lançado no roteiro e suas referências.

Às referencias servem para os três filmes, os Animatrix e o jofo Entre The Matrix., porém elas são apresentadas ao espectador, principalmente, no primeiro filme.

A minha idéia é de que esse especial dure no máximo uma semana, mas quando eu começo a estudar sobre o tema eu acabo me empolgando, mas vou fazer de tudo para cumprir o prazo e se ele expirar que seja por poucos dias.

¤ Por CAIUS FREITAS em 6:31 PM Comentários (clic aqui!):

A religião e a mitologia de Matrix
Por Érico Borgo, do site Omelete.
19/5/2003

Neo, o escolhido
Morpheus preparou a vinda do Messias
Neo operando milagres
Trinity - Mãe, filha e espírito santo
Zion, a Terra Prometida


Em 1999, Matrix sacudiu Hollywood com espetaculares efeitos especiais que revolucionaram o cinema de ação. Porém, muito mais que encher os olhos dos espectadores com seqüências de imagens jamais vistas na tela grande, o filme garantiu aos mais interessados material para um caloroso e interessante debate, algo que já dura quatro anos e promete se estender por décadas, a exemplo de outros grandes clássicos da ficção científica como 2001 - Uma odisséia no espaço (2001: A Space Odyssey, de Stanley Kubrick, 1968) ou Blade Runner - O caçador de andróides (Blade Runner, de Ridley Scott, 1982).

Dentre os aspectos mais empolgantes de Matrix estão a utilização de simbolismos religiosos como embasamento para as idéias propostas na história. Os enigmáticos irmãos Wachowski, criadores e diretores da série, nunca gostaram de comentar a esse respeito. Porém, num raro chat com os fãs há alguns anos, a dupla revelou que absolutamente todas as referências foram cuidadosamente plantadas e intencionais, incluindo todos os nomes de personagens, e que todas elas têm múltiplos significados. "Matrix é o resultado da soma de cada uma das idéias que já tivemos", disse Larry Wachowski.

É difícil não acreditar na afirmação depois de pesquisar um pouco sobre a mitologia existente no filme... um verdadeiro caldo de idéias filosóficas e religiosas.



O que é a Matrix?

Antes de se aprofundar nos simbolismos que permeiam toda a série, é preciso lembrar da resposta para a pergunta essencial do filme: O que é a Matrix?

No filme, a Matrix é um mundo dos sonhos gerado por computador, um gigantesco sistema de realidade virtual que simula o nosso mundo como é hoje e conecta toda a humanidade adormecida, mantida sem consciência de sua própria realidade. Todas as pessoas do planeta (exceto um grupo de rebeldes que habita o subsolo da Terra) foram escravizadas há uma centena de anos, depois de uma sangrenta batalha que foi vencida por máquinas dotadas de inteligência artificial. Os humanos são utilizados como fonte primordial de energia pelas máquinas, impossibilitadas de usarem a energia solar, que não penetra mais na atmosfera.

Catolicismo em Matrix

As analogias de Matrix com as religiões começam fáceis. Boa parte das pessoas que viram o filme devem ter notado a presença de elementos cristãos na produção. Na mais óbvia delas, Neo (Keanu Reeves) morre, ressuscita e ascende aos céus. Jesus Cristo? Pode apostar que sim.

Neo é O Messias, O escolhido, aquele da qual falam as profecias e cuja vinda é preparada por Morpheus (Lawrence Fishburne), que por sua vez cumpre o papel no filme que na Bíblia é de João Batista. O personagem, cujo nome é o mesmo do deus grego dos sonhos (mais uma simbologia inteligente), aguarda pacientemente a vinda do Messias, que poderá submeter a Matrix às suas próprias regras, reprogramando-a a partir de dentro. Em outras palavras, realizar milagres.

A ligação de Neo com a figura do Messias cristão é reforçada no filme de inúmeras maneiras. "Aleluia! Você é meu salvador, cara. Meu Jesus Cristo particular", exclama Chad, um comprador de softwares ilegais de Neo, enquanto ainda era Thomas Anderson, um programador no mundo real. Na nave Nabucodonosor (batizada com o nome de um rei babilônico responsável pela destruição do templo de Jerusalém para colocar o povo de volta no verdadeiro caminho de Deus), a tripulação, maravilhada com os feitos de Neo, exclama com freqüência "Jesus Cristo" ou "Cristo". É no veículo também que está gravada a inscrição "MARK III nº11", referência messiânica do Evangelho de Marcos 3:11, que diz "E quando os espíritos impuros o viam, se jogavam gritando: `Tu és o filho de Deus`".

Depois de Neo, o nome Trinity (em português Trindade) - que significa o conceito de Pai/Filho/Espírito Santo - sugere outro elemento católico. Todavia, tem implicações mais profundas, que derivam do significado convencional da palavra, algo justificado no primeiro diálogo da personagem com o escolhido: "Você é A Trinity? Jesus... é que pensei que fosse um homem", diz surpreso Neo. "A maioria dos homens pensa assim", revela a hacker, sugerindo que a utilização de seu nome não deriva da maior fé em atividade no planeta, na qual a trindade é essencialmente masculina. Mãe, filha e espírito santo? As feministas devem ter delirado.

Merecem destaque ainda o fato da primeira Matrix ter sido concebida como um lugar ideal - um paraíso - que foi rejeitado pelos humanos (a história de Adão e Eva) e os nomes Apoc (abreviação de Apocalipse), Zion (Sião, a Terra Prometida para os judeus) e, o mais interessante, Cypher (interpretado por Joe Pantoliano) - cujos atos refletem a traição de Judas na Bíblia. Cypher, que quer dizer "codificador", também espelha a natureza do personagem: alguém que não pode ser decodificado/entendido.

¤ Por CAIUS FREITAS em 6:27 PM Comentários (clic aqui!):

Matrix

Amanhã chega ao fim a trilogia de um filme com certeza mexeu com as técnicas e concepções de como produzir do cinema moderno. Matrix (1999) não só angariou milhares de fãs, mas trousse para nós leitores todo um aparato técnico e filosófico dialogando em plena harmonia na telona, sendo um marco na história do cinema.

Durante alguns dias esse blog será dedicado a resenhas, notícias, críticas, fotos e curiosidades relacionado a esse filme.


¤ Por CAIUS FREITAS em 3:16 AM Comentários (clic aqui!):

Começaremos pequeno guia para aqueles que nunca viram o filme...

O que é Matrix?

Esta é sem dúvida a pergunta mais complexa de todas. É justamente esta resposta que o hacker Thomas Anderson/Neo (Keanu Reeves) também estava procurando no primeiro filme. Imagine que o mundo em que nós vivemos hoje não existe. Na verdade, todos nós estamos tendo um mesmo sonho. Isso é Matrix. Tudo começou quando os humanos desenvolveram os robôs à sua própria imagem e semelhança e os botaram para trabalhar em seus lugares. Logo começaram os abusos que só os homens conseguem proporcionar: discriminação, escravidão e destrato. Assim que o primeiro andróide se rebelou, matando seus donos, os humanos não demoraram para decidir que era hora de exterminar toda a vida artificial do planeta. Os robôs que conseguiram se refugiar formaram o país 01, que logo prosperou num nível acima dos demais, desenvolveu ainda mais o sistema de inteligência artificial e em pouco tempo representava um novo perigo à humanidade. Como sempre fazem, os homo-sapiens resolveram apelar para a violência e iniciaram uma guerra que não poderia terminar pior. Na batalha entre criador e criação, os humanos decidem desligar as máquinas da tomada "tapando o Sol" sua principal fonte de energia. O tiro saiu pela culatra. As máquinas venceram a guerra e os humanos agora são usados como baterias para gerar a eletricidade necessária para que elas continuem ativas.

Por que Matrix é uma máquina de sonhos?

Os seres humanos têm dois órgãos vitais, o coração e o cérebro, que representam o corpo e a mente. Se um dos dois parar de funcionar, todo o resto fica comprometido. Para manter o primeiro funcionando, os humanos vivem imersos numa solução gosmenta e com vários tubos que o alimentam. A mente, porém, sempre foi mais complexa. A forma de mantê-la ativa é justamente através dos sonhos. Porém, estes sonhos são todos induzidos pela Matrix, que recriou um ambiente idêntico ao que vivemos hoje.

O cérebro humano não consegue ver, falar, ouvir, sentir ou cheirar nada. Todas as suas interpretações do mundo exterior chegam até ele através de descargas elétricas. Se você queima a sua mão, este impulso vai ser levado até o cérebro, que vai interpretar aquilo levando em consideração experiências passadas. Os sonhos também produzem estas descargas elétricas e são justamente elas que geram a energia que a Matrix necessita para continuar ligada.

¤ Por CAIUS FREITAS em 3:15 AM Comentários (clic aqui!):

¤ Terça-feira, Novembro 04, 2003

Cinema



Ontem fui tentar assistir O Homem que Copiava, mas quando cheguei no cinema os ingressos estavam esgotados. Putz! É a segunda vez que tento assisti esse filme e não consigo, dá outra vez eu tava em Fortaleza e cheguei atrasado para a última sessão.

Para não acontecer hoje com Desmundo o que aconteceu ontem com O Homem Que Copiava, já garanti meu ingresso. Esse eu não perco mais.

Cabei indo pro xopiz pra ver se conseguia um ingresso pros Normais, num é que eu tava de sorte. Sessão lotada, mas mesmo assim eu consegui entrar. O filme é muito bom e indico. Me deu uma saudade do Rio de Janeiro. Ai, Ai... Quando será que voltarei na cidade maravilhosa? Ultimamente penso mais em Sampa que Rio, mas quando eu estiver morando em Sampa para o Rio é um pulo.

Depois Carina veio me buscar com o povo e saímos por Natal a meia noite acordando os amigos. Fomos na casa do Luiz e da Drica tirar o povo da cama. Acabamos na casa de Dio falando besteira até uma da manhã.

E agora to indo dormir para acordar amanhã as 6 da madruga pra ir a facul... Ninguém merece acordar nesse horário!

¤ Por CAIUS FREITAS em 3:15 AM Comentários (clic aqui!):

¤ Segunda-feira, Novembro 03, 2003

O Homem Que Copiava

André tem 20 anos e o segundo grau incompleto. É operador de fotocopiadora na livraria e papelaria J. Gomide, no 4º Distrito, em Porto Alegre. Mora com a mãe. Gosta de desenhar e gosta de Sílvia. André precisa desesperadamente de trinta e oito reais.

Sílvia tem 18 anos. Estuda à noite e trabalha como balconista numa loja de roupas femininas. Mora com o pai, gosta de ler e não é muito de figo. Sílvia marcou um encontro no alto do Corcovado e não pode faltar.

Marinês trabalha na papelaria, com André. Namora, mas não muito, um alemão que vive na Holanda. Marinês fica muito bem em vestidos que não tem dinheiro para comprar. Cardoso faz tudo por ela. E Marinês faz de tudo com ele. Quase tudo.
Cardoso parou de fumar. Há dois dias, a pedido de Marinês. Ele nem está sentindo muita falta do cigarro. Só às vezes, depois do almoço. Aquele cigarrinho. Se você não fuma, não sabe o que é aquele cigarrinho, depois do almoço.

André precisa de trinta e oito reais para comprar um chambre de chenile e para salvar a vida de Sílvia. André faz muitos planos para conseguir dinheiro. E todos dão certo.E foi aí que seus problemas começaram.

¤ Por CAIUS FREITAS em 7:15 PM Comentários (clic aqui!):

Desmundo
Em 1570, chega ao Brasil um grupo de órfãs, enviadas pela rainha de Portugal para desposarem os primeiros colonizadores. Entre elas vem Oribela, uma jovem sensível e religiosa. Contra sua vontade, ela se casa com Francisco de Albuquerque, que a leva para seu engenho de açúcar. Apesar de rude, Francisco trata Oribela respeitosamente: quer que ela seja a senhora da casa, mãe de seus filhos brancos. Contudo, na fazenda moram a mãe e uma jovem irmã de Francisco, num estranho e incestuoso núcleo familiar. Certo dia, aproveitando a passagem de Ximeno, um comerciante vendedor de escravos, Oribela foge. Quer pegar um navio e voltar a Portugal. Mas o marido a captura. Furioso, ele a prende acorrentada num galpão. Sozinha e ferida, a jovem esposa se deprime, passa os dias chorando. A índia que lhe leva comida é quem, pouco a pouco, ajuda-a na sua recuperação.

Quando? - Amanhã
Onde? Movie Com
Que Horas? - 21:40
Qunato? - R$ 2,00

¤ Por CAIUS FREITAS em 7:13 PM Comentários (clic aqui!):

¤ Sábado, Novembro 01, 2003

Progresso



Hoje é dia de mudança, de progresso. Não podemos ter medo do novo... da morte... do recomeço... Tudo nasce, morre e renasce. É assim com o sol, a cada pôr e nascer... Com as horas sempre a correr... Com a lua... Os dias... Os meses... O tempo... Tempo, como diria cazuza "O tempo não para". E assim eu vou vivendo. Sem medo da minha impulsividade que indico a todos que, assim como eu, não tenham medo do novo... do renascer... do recomeço...
¤ Por CAIUS FREITAS em 4:34 PM Comentários (clic aqui!):



Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais

Te perdôo
Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdôo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim

Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)

Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair

Mil Perdões, by Chico Buarque (Brazil) - 1983

¤ Por CAIUS FREITAS em 4:27 PM Comentários (clic aqui!):